O Comitê de Treinamento e Educação do LBA, foi criado em 1995, com as tarefas específicas de (1) desenvolver os recursos humanos para o programa, com ênfase na Amazônia e na região contígua do Cerrado, e (2) fornecer um retorno direto para os países anfitriões nos termos do fortalecimento de suas comunidades científicas, atualmente vem trabalhando conjuntamente com o coordenador científico do LBA Carlos Nobre (CPTEC/INPE) e a coordenadora do Programa RHAE/LBA desde 2003, Dra. Regina Luizão (INPA), na efetivação das atividades dentro do programa de treinamento.
O Comitê atualmente, é constituído por 9 membros executivos e 8 membros consultivos que representam as principais instituições de pesquisa e de ensino do Brasil. Este comitê se reúne duas vezes por ano, para definir e planejar as principais metas do setor de treinamento e educação do projeto LBA.
O componente de Treinamento e Educação do LBA investe na melhoria dos recursos humanos, infra-estrutura e captação de recursos financeiros para pesquisa nas instituições parceiras do Programa. Suas metas incluem dar treinamento avançado aos jovens cientistas das instituições e aumentar a capacidade dos cientistas regionais em nível interdisciplinar; melhorar as condições para pesquisa, tanto em campo e em laboratório, bem como nos escritórios das instituições, contribuindo para a sustentabilidade da pesquisa regional.
O Comitê de Treinamento e Educação tem promovido cursos, treinamentos especializados e alocado bolsas para isso (veja no site).
Em 1999, o LBA foi contemplado com uma cota de 98 bolsas do Programa de Projetos Especiais do CNPq (RHAE) renovada em 2003 para apenas 46 bolsas (22 ITI e 24 DTI).
Ainda assim, dos 1.803 participantes do LBA, 962 (53%) são estudantes distribuídos nas seguintes categorias: 380 bacharelandos ou bacharéis, 297 mestrandos ou mestres, 241 doutorandos ou doutores e cerca de 30 pós-doutores.
Durante a primeira fase do Programa LBA, vários estudantes brasileiros tiveram a oportunidade de participar em cursos de treinamento de curta-duração no Brasil e no exterior. No período de 2000-2001, dois estudantes foram financiados com recursos do programa RHAE/LBA e cerca de outros 20 estudantes foram com recursos dos projetos LBA.
Um grupo de 16 estudantes brasileiros envolvidos no Programa LBA participou da Conferência do IGBP (International Geosphere-Biosphere Programme) realizada em Amsterdam, Holanda em 2001, com financiamento da NASA e da Comunidade Européia,. Estes estudantes apresentaram os resultados das suas pesquisas conduzidas no âmbito do LBA em diversas linhas.
Na primeira fase do Programa RHAE, houve muita demora para localizar bons candidatos e inseri-los nos projetos do LBA, a grande maioria deles nos níveis ITI ou DTI-7H e fortemente concentrados nos Estados do Amazonas e do Pará. Agora, 4 anos após a efetivação do programa, observa-se uma clara e significativa melhoria no nível destes candidatos, muitos já mestres e doutores, tornando evidente a necessidade de uma cota maior de bolsas DTIs de níveis mais elevados (7A-7G) para completar o treinamento destes candidatos titulados. Além disso, nesta segunda fase, com início em 2003, as pesquisas do Programa LBA, incluindo a fase II do LBA-ECO, foram direcionadas à região abrangida pelo "arco do desmatamento" no sul da Amazônia e ao fortalecimento dos centros emergentes nesta região. Portanto, os grupos de pesquisa de Mato Grosso (UFMT e UNEMAT), Rondônia (UNIR e ULBRA), Acre (UFAC), Tocantins (ULBRA) e Brasília (Cerrado/UnB) receberam mais prioridade na distribuição de bolsas.
Em 2003 foi implementada uma nova cota de bolsas CNPq/RHAE/LBA das categorias DTI (24) e ITI (22). Esta cota terminaria em setembro 2005, porém através de uma nova negociação com o CNPq foi possível, com o saldo destas bolsas, implementar outras 57 bolsas RHAE até março de 2006.
Em suma, o Programa LBA manteve 211 bolsistas RHAE desenvolvendo suas pesquisas no período de 2001 a 2006. Estes bolsistas estavam distribuídos 41% no Pará, 26% no Amazonas, 9% no Mato Grosso, 7% em Rondônia, 7% no Acre, 5% em Tocantins e 4% no Distrito Federal.
Além da participação direta dos bolsistas no programa RHAE-LBA, o programa LBA representou uma excelente oportunidade para realização de estudos pós-graduação e inserção de jovens pesquisadores em grupos de pesquisa de ponta, no Brasil e no exterior. Através de levantamento realizado pelo Comitê com os bolsistas constatou-se que a maioria já tem uma atividade definida (pós-graduandos, empregados e concursados), permitindo concluir que a bolsa foi um "trampolim" para a carreira profissional.