Cachoeira Paulista, 19 de junho de 2013       English Pesquisar no Beija-Flor Ajuda
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   Apresentação

     O Programa LBA foi inovador ao estabelecer linhas de pesquisa em temas que não faziam parte da Agenda de Pesquisas da maioria das instituições Amazônicas e também ao fazer uso de tecnologia de ponta que não existia na região. Muitas linhas de pesquisa do LBA não eram desenvolvidas em instituições amazônicas e do Cerrado. Por isso, o LBA, desde a sua concepção, ainda na fase de planejamento, teve de investir na formação de recursos humanos e treinamento de pessoal para começar e dar continuidade a essas atividades inovadoras. Assim surgiu o componente de Treinamento e Educação do LBA, criado em 1995, com as tarefas específicas de (1) desenvolver os recursos humanos para o programa, com ênfase na Amazônia e na região contígua do Cerrado, e (2) fornecer um retorno direto para os países anfitriões em termos do fortalecimento de suas comunidades científicas.

     Assim, para a implementação do LBA foram necessários grandes investimentos na infra-estrutura das instituições amazônicas associadas e, especialmente, na capacitação de recursos humanos para operar novos equipamentos, executar e supervisionar as novas atividades das pesquisas de ponta que foram introduzidas. Esses esforços têm sido recompensados e o LBA vem conquistando seus objetivos de longo prazo e confirmando o seu compromisso de contribuir para o aprimoramento das instituições de pesquisa amazônicas e seus programas de formação científica. Atualmente o Comitê T&E é constituído por nove membros executivos e oito membros consultivos que representam as principais instituições de pesquisa e ensino participantes do LBA.

     O investimento na capacitação de jovens cientistas não se restringiu à Amazônia Brasileira, mas foi estendido a todos os países que fazem parte da Bacia Amazônica. Com o tempo, muitos dos jovens treinados pelo programa se envolveram efetivamente no projeto e fizeram carreiras dentro dele. Vários são os exemplos de estudantes que começaram como bolsistas PIBIC ou ITI e que hoje fazem doutorado em algumas das instituições parceiras do LBA, tanto no Brasil como nos Estados Unidos ou na Europa.

     Ao longo da existência do componente de Treinamento & Educação (T&E), o CNPq se mostrou um parceiro direto fundamental na empreitada de capacitação, ao conceder ao LBA uma cota específica de bolsas do Programa de Projetos Especiais - RHAE. Em 1999 o LBA foi contemplado com 98 bolsas, e em, 2003 o Comitê T&E conseguiu uma nova cota de bolsas. Esta última cota foi de 46 bolsas (22 ITI e 24 DTI) que finalizaram em setembro de 2005. Entretanto, devido ao grande volume de informações resultate das atividades realizadas no âmbito das bolsas concedidas, o Comitê solicitou ao CNPq mais 57 bolsas RHAE de até 6 meses de duração, com a finalidade de produzir trabalhos científicos e fascículos educativos do LBA. Estas duas cotas de bolsas RHAE do CNPq permitiram o ingresso de 211 jovens pesquisadores nas atividades do Programa LBA no período de 2000-2006. Estes bolsistas foram distribuídos na seguinte forma: 41% no Pará, 26% no Amazonas, 9% no Mato Grosso, 7% em Rondônia, 7% no Acre, 5% em Tocantins e 4% no Distrito Federal.

     Indiretamente, a parceria com o CNPq foi ainda mais abrangente, pois por meio das bolsas concedidas aos Programas de Iniciação Científica institucionais aos Programas de Pós-graduação e a outros projetos como o PELD e o Milênio, mais jovens pesquisadores tiveram a oportunidade de se engajar na temática do LBA. As instituições parceiras internacionais também deram sua contribuição ao T&E, visto que a maioria dos projetos estrangeiros, tanto do Programa LBA-Eco (NASA) como dos países da União Européia, alocaram recursos para treinamento e capacitação de jovens cientistas brasileiros.

     No total, estes bolsistas já produziram mais de 290 dissertações de mestrado e mais de 240 teses de doutorado. Vários estudos de conclusão de curso contribuíram para a disseminação do conhecimento científico por terem sido publicados em periódicos importantes, tendo os estudantes como primeiros-autores ou como colaboradores na equipe de autores.

     No I Congresso de Estudantes e Bolsistas, realizado em Belém de 2001, os jovens cientistas apresentaram 112 trabalhos em forma de painéis e comunicações orais. Naquela oportunidade, cerca de 200 estudantes e bolsistas de diferentes sítios experimentais e instituições travaram conhecimento com o amplo espectro de perguntas científicas dentro do LBA, trocaram experiências e informações com diferentes grupos, contribuindo para o aprimoramento das iniciativas de Treinamento e Educação.

     Em julho 2005 aconteceu em Manaus o II Congresso de Estudantes e Bolsistas LBA. Um total de 428 inscritos foi registrado e 210 trabalhos orais e painéis foram aceitos. Durante o evento 26 palestras foram ministradas por pesquisadores LBA e convidados. O Programa LBA auxiliou na vinda de 80 estudantes por meio de pagamento da passagem e hospedagem em hotel.

     Portanto, as atividades de Treinamento & Educação desenvolvidas pelo LBA são uma marca de sucesso e relevância do Projeto, um legado este de grande alcance e duração para o Brasil, especialmente para a Amazônia. Sem dúvida nenhuma o êxito desse Programa é, em grande parte, resultante da prioridade que o LBA sempre atribuiu à formação de novos pesquisadores e à excelência na qualificação de pesquisadores em níveis avançados.

     Em dez anos de existência, o LBA conseguiu formar cerca de 240 novos doutores, ultrapassando a meta de uma centena, prevista inicialmente. Atualmente, dentre os 1.200 doutores atuantes na Amazônia apenas 120 trabalham efetivamente com estudos e pesquisas ligadas à preservação ambiental, e 20% deles foram formados no âmbito do LBA. O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) é o responsável pelo gerenciamento do projeto LBA, enquanto o INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, responde pela coordenação científica, o que inclui coordenar o trabalho de 288 instituições parceiras.


 


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